Existem bilhões de estrelas no Universo, todavia, somente uma domina a nossa vizinhança cósmica: o Sol.
É uma esfera infernal, em grande parte hidrogênio e hélio, superaquecida em um plasma, que queima a milhões de graus°C. Sua superfície reage com explosões violentas, que expelem tempestades de mortal radiação, milhões de Km no espaço. Nosso Sol é um tipo de estrela conhecida como anã amarela: amarela por causa da cor de sua superfície e anã porque é pequena para uma estrela. Entretanto, pequeno é relativo, porque dentro do limite do Sol, você pode colocar um milhão de Terras.
Em nosso sistema solar, simplesmente não há nenhuma estrela maior que o Sol, também porque é a única estrela em nosso sistema. É rodeada por um pequeno grupo, que nos chamamos de planetas, cometas e luas. Mas, o Sol é a nossa estrela, que é uma fonte enorme de calor e energia, com uma temperatura de superfície de 5537°C, gerando 380 bilhões de bilhões de Megawatts de energia. Esta anã é imensa na escala humana. Em um segundo, o Sol joga fora mais energia do que foi usada em toda civilização humana até os dias de hoje. Toda essa energia em um piscar de olhos, que incrivelmente, tem estado queimando deste modo por bilhões de anos.
Os primeiros astrônomos não entendiam como o Sol podia gerar tanta energia por este longo período de tempo. O primeiro mistério realmente foi: como o Sol gerava esta energia? No início do século 19, cientistas assumiram que o Sol funcionava como qualquer fogo na Terra, que existia uma fonte de combustível, talvez carvão, que queimaria lentamente. Mas, havia um problema serio com esta teoria: se eu tenho um fogo na minha frente, e quero mantê-lo queimando, eu tenho que adicionar lenha para isto e esse fogo talvez dure mais por uma hora, o que me levaria a colocar mais lenha para continuar queimando. Agora, se eu tivesse uma pilha de lenha do tamanho de todo o Sol, e de alguma maneira, oxigênio suficiente para queimar isto, levaria cerca de somente 5.000 ou 6.000 anos para queimar. Isso é muito tempo, mas não é longo o suficiente para sustentar a vida na terra.
No inicio do século XX, o carbono encontrado em rochas da Terra e fosseis tem provado isto, que o Sol existia em uma temperatura morna suficiente para sustentar vida não por apenas milhares de anos, mas por 3 bilhões. Se você quiser fazer um fogo que dure tanto tempo, você precisaria de 72 trilhões de bastões de lenha, isto é, 12 mil bastões para cada homem, mulher e criança no planeta. Claramente, deve ter havido algum outro processo, desconhecido na Terra, que daria poder ao Sol. Em 1920, cientistas encontraram a resposta para o quebra-cabeça. Em um processo que mais tarde seria utilizado para abastecer a bomba de hidrogênio: Fusão nuclear. A fusão acontece quando os átomos são unidos em uma alta taxa de velocidade e literalmente se fundem. Para fazer isso acontecer, as condições tem que ser as ideais. Para qualquer interação que aconteça existem dois prótons, cada um tem uma carga elétrica positiva e então eles irão se repelir um ao outro. Então você precisa colocá-los juntos o suficiente, e para fazer isso precisa ser quente, que quer dizer que se essa parte se mover rápida e densa o suficiente eles acertarão um ao outro e eles podem ficar suficientemente juntos e realmente se fundirem.
O núcleo do Sol é o perfeito catalisador para fusão nuclear. É o lugar mais quente no sistema solar, transpirando 15 milhões de °C. E ele também é incrivelmente denso, tão denso que é dez vezes a densidade do chumbo, que nos faria pensar que por causa da alta densidade deveria ser um sólido, mas não é, porque é tão quente que permanece como um plasma.
-Explicação: Se você aquece um gás com uma temperatura suficientemente alta os elétrons caem dos átomos e flutuam ao redor em uma sopa. E então, isto tem um comportamento diferente do que um gás deveria ter. Nos temos uma palavra diferente para isso, que é plasma. Para entender verdadeiramente o que acontece no núcleo do Sol, você tem que encontrar um modo de imaginar o quase " inimaginável ". O Sol é um lugar onde existem bilhões de partículas, colidindo e interagindo uma com a outra. E se você pensar em uma mesa de sinuca " cósmica ", ou seja, gigantesca em tamanho com bilhões de bolas se movimento de um lado para o outro, você sabe que não importa o quão forte você acerta uma bola, você jamais acertaria forte o bastante para realmente fundir uma bola junto com outra bola. Mas, existe tanta pressão e tanta alta densidade no núcleo do Sol, que dois objetos colidindo um com o outro, irão realmente se fundir.
Fonte: O Universo. Discovery Channel
